O estudante de jornalismo Kauan Trindade denunciou ter sido impedido de votar neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições, após uma falha no registro de eleitores na Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador. Segundo ele, outro eleitor teria votado utilizando seus dados, e a irregularidade só foi identificada quando o homem foi chamado para assinar o caderno de votação.
O Metro1 entrou em contato com o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), que informou que vai apurar a denúncia.
Kauan chegou ao local por volta das 12h20 e se dirigiu à seção eleitoral 241. Ao se apresentar, foi surpreendido por um mesário que perguntou seu nome e afirmou que o procurava. Em seguida, o estudante foi retirado da sala e informado de que outra pessoa, com o mesmo ano de nascimento, já havia votado em seu lugar.
A situação, segundo o relato, impediu que ele exercesse o direito ao voto. Kauan contesta, porém, a justificativa de homonímia apresentada pela mesária e afirma que os nomes dos dois eleitores são diferentes.
“É um erro muito grave. Não é como se fôssemos de fato homônimos, que foi o que a mesária falou. Temos nomes muito diferentes, nenhum dos nossos nomes é igual”, afirmou.
Estudante relata dificuldades para obter esclarecimentos
Após ser informado sobre o ocorrido, Kauan chamou o pai, que o aguardava no local, para tentar esclarecer a situação. Ele afirma que os mesários disseram ter registrado o caso em ata, mas não permitiram que ele consultasse o documento naquele momento. Segundo o estudante, a orientação foi de que a leitura poderia ser feita na presença do juiz eleitoral.
Kauan também relata que pediu para acionar a polícia e, posteriormente, procurou a coordenação do local. De acordo com ele, o juiz eleitoral compareceu à seção, perguntou sobre o ocorrido e informou que não poderia resolver a situação. O estudante afirma ainda que foi retirado da sala durante o atendimento.
Outro questionamento envolve os comprovantes de votação. Segundo Kauan, os documentos referentes a ele e ao outro eleitor foram destacados, mas nenhum dos dois estava disponível quando ele procurou esclarecimentos.
O estudante afirma que o erro só foi percebido quando o outro eleitor foi chamado para assinar o caderno de votação e identificou que o nome registrado não era o seu.
Caso será registrado em boletim de ocorrência
Kauan informou que pretende registrar um boletim de ocorrência a partir desta segunda-feira (26). Ele aguarda o envio da ata formalizada pelo delegado de partido que o acompanha para utilizar o documento tanto no registro policial quanto na justificativa eleitoral pela ausência de votação.
O estudante afirmou estar indignado com o ocorrido e se sentir prejudicado por não ter conseguido votar. A denúncia deverá ser apurada pelas autoridades eleitorais para esclarecer a falha no registro e os procedimentos adotados após a identificação do problema.

