Imprensa internacional: veja o que os principais jornais do mundo avaliam sobre eleições brasileiras

As eleições de 2026 são notícia no mundo inteiro. Com quase 1 milhão de eleitores espalhados ao redor do mundo, os principais jornais internacionais, como The New York Times, The Guardian e The Economist deram panoramas dos dois candidatos que concentram a maior quantidade de votos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), ao mesmo tempo que analisam o rumo do Brasil diante do contexto da política externa.

The New York Times

O The New York Times, dos Estados Unidos, destacou os esforços do Brasil em blindar as eleições de uma possível interferência do presidente dos EUA, Donald Trump. “Após observar o envolvimento de Trump em outras eleições e vivenciar sua tentativa fracassada de ajudar o pai de Flávio Bolsonaro a evitar a prisão por tramar um golpe, o Brasil está erguendo uma barreira de proteção para tentar blindar sua eleição decisiva contra uma possível interferência dos EUA […] Esses esforços incluem o monitoramento de lobby estrangeiro e de desinformação, o combate a alegações falsas de fraude eleitoral e a busca pelo apoio de países da Europa, da Ásia e de outras regiões”.

O veículo Chamou atenção para o endividamento da população brasileira e atrelou ao crescimento das bets no país. “Os brasileiros perderam cerca de US$ 7 bilhões em sites de apostas licenciados no ano passado, em comparação com US$ 4 bilhões em 2024 […] Bolsonaro criticou a proibição, classificando-a como uma manobra eleitoreira destinada a melhorar a imagem de Lula junto aos eleitores. Ele afirmou não apoiar cassinos online, mas se opõe à proibição das apostas esportivas”.

The Guardian

O jornal britânico destacou o envolvimento do candidato à Presidência da República, o Senador Flávio Bolsonaro (PL) com o caso Master. “A campanha também foi marcada por um escândalo no qual o senador foi flagrado em uma gravação pedindo a um banqueiro acusado de corrupção US$ 26,8 milhões (£20m) para financiar um filme sobre seu pai , além de especulações de que Bolsonaro poderia retirar o status de padroeira da venerada santa do país, mas, mesmo assim, ele se manteve altamente competitivo”.

The Guardian encarou a eleição como decisiva para a influência do presidente norte-americano na América Latina. “Dada a proximidade geográfica e a relação econômica singular do México com os EUA, analistas veem o Brasil como talvez o último país da região ainda capaz de dizer ‘não’ aos caprichos de Trump”.

The Economist

A revista britânica avaliou que a eleição não vai trazer as mudanças que o Brasil necessita, além de destacar que o país é privilegiado pela abundância de recursos naturais. Com o título da matéria “Brasil vira as costas para o futuro”, The Economist não vê Lula ou Flávio como candidatos confiáveis para enfrentar a corrupção arraigada e expansão dos gastos públicos. 

Le Monde

O jornal francês ressaltou a importância da posição do Brasil governado por Lula para o Brics e o avanço do trumpismo. “Entre as muitas questões em jogo nesta campanha altamente polarizada, destacam-se a soberania do Brasil e o seu papel no cenário internacional. O Brasil de Lula, que ocupa uma posição central no Brics, é um dos últimos bastiões contra o trumpismo no continente latino-americano”.