Quaest: desconfiança no STF sobe 10 pontos em meio à crise entre ministros

A confiança do eleitorado no Supremo Tribunal Federal (STF) sofreu uma queda significativa em meio ao agravamento da crise entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (14) mostra que 56% dos entrevistados afirmam não confiar na Corte, dez pontos percentuais a mais que em agosto.

O levantamento aponta ainda que 9% dizem confiar muito no STF, enquanto 30% afirmam confiar pouco. Em agosto, 18% declaravam confiar muito na Corte e 33% diziam confiar pouco. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

A pesquisa também mediu a percepção dos eleitores sobre o embate entre Moraes e Mendonça. Para 37%, Mendonça é quem está agindo corretamente na disputa, enquanto 16% consideram que Moraes tem razão.

A crise entre os dois ministros está relacionada à condução das investigações sobre o Banco Master e passou a envolver diferentes setores do cenário político nacional.

Desconfiança é maior entre independentes

A avaliação sobre o STF varia de acordo com a identificação política dos entrevistados. Entre aqueles que se consideram lulistas, 30% afirmam não confiar na Corte, ante 27% em agosto. A mudança mais expressiva nesse grupo ocorreu entre os que diziam confiar muito no Supremo: o índice caiu de 41% para 23%.

Entre os bolsonaristas, 69% dizem não confiar no STF. Apesar de o percentual ainda ser elevado, houve uma redução em relação a agosto, quando chegava a 73%. Em março, a taxa havia atingido 83%.

Já entre os eleitores que se identificam como independentes, a desconfiança cresceu de forma mais acentuada. O índice passou de 50%, em agosto, para 65% neste mês.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 10 e 13 de setembro, em municípios de todo o país. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-03607/2026.