O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o ministro André Mendonça sabia que uma ordem dada à Polícia Federal levaria à investigação de Alexandre de Moraes. Segundo a manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), Mendonça determinou a identificação de integrantes da suposta rede de influência do banqueiro Daniel Vorcaro, mesmo tendo conhecimento de que Moraes era citado nos relatórios policiais. As informações são de Manoela Alcântara no Metrópoles.
De acordo com Gonet, Mendonça também solicitou o dispositivo eletrônico que continha os dados posteriormente analisados pela PF. Das 218 páginas do relatório produzido pela corporação, 188 tratavam de referências relacionadas a Moraes. Para o procurador-geral, houve uma busca por indícios de envolvimento do ministro em possíveis crimes, apuração que não poderia ser aprofundada sem autorização do Plenário do STF.
A PGR sustenta que Mendonça não poderia iniciar investigações nem utilizar a Polícia Federal para esse fim. Gonet classificou como nulas a ordem e as provas produzidas a partir dela e afirmou que eventuais indícios envolvendo Moraes deveriam ter sido encaminhados ao presidente do STF para decisão do Plenário.

