Nesta segunda-feira (24), completam-se 72 anos da morte de Getúlio Vargas, que morreu em 24 de agosto de 1954, após uma crise política que se agravou nos últimos meses de seu governo.
Diante da pressão pela renúncia e da adesão do comando das Forças Armadas ao movimento, o presidente, então com 72 anos, suicidou-se com um tiro no peito, no Palácio do Catete. O gesto provocou forte comoção nacional e, segundo a análise histórica apresentada, adiou por dez anos o golpe militar que ocorreria em 1964.
A crise também foi alimentada por acusações de corrupção envolvendo pessoas próximas a Vargas, além do atentado da Rua Toneleros, em 5 de agosto de 1954, que matou um major da Força Aérea Brasileira. A oposição utilizou o episódio para ampliar a pressão pela saída do presidente.
Na carta-testamento, Vargas atribuiu a crise à ação de grupos nacionais e internacionais contrários às suas políticas e escreveu: “Serenamente dou o meu primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar para a história.”
Trajetória política
Ao longo de seus governos, Vargas promoveu a industrialização e consolidou direitos trabalhistas, com medidas como a criação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, em 1930, e a sanção da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em 1943.
Também esteve à frente da criação de empresas estatais como a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), a Petrobras e a Eletrobras. Sua trajetória, porém, também foi marcada pelo autoritarismo do Estado Novo, entre 1937 e 1945, e por dificuldades para lidar com a oposição após retornar à Presidência pelo voto popular, em 1951.

