O vereador de Salvador André Fraga (PV) afirmou que teve a candidatura a deputado estadual nas eleições de 2026 negada pela Federação Brasil da Esperança, formada por PV, PT e PCdoB, e atribuiu a decisão a uma suposta perseguição política relacionada à sua atuação na pauta ambiental. O parlamentar disse que suas críticas, denúncias e cobranças sobre problemas ambientais na Bahia teriam incomodado integrantes do grupo político.
Fraga afirmou ao Metro1 que já recorreu à Justiça para tentar reverter o veto e classificou a decisão como um “golpe em cima do Partido Verde” e uma “perseguição política”. De acordo com o parlamentar, a federação não apresentou uma justificativa para barrar seu nome.
“Se você for olhar na ata que impede a nossa candidatura, não tem nenhuma justificativa, não tem. Não há ‘André Fraga não será candidato por conta disso’. Então, o que a gente presume é que nossa caminhada, nossas denúncias e nossos pontos estão incomodando”, declarou.
O vereador afirmou que a decisão da federação representa uma tentativa de limitar sua atuação política. Segundo Fraga, o veto ocorre após uma sequência de críticas e denúncias sobre problemas ambientais no estado. “Para tentar nos calar, promoveram esse ato de arbitrariedade e de afronta ao Partido Verde e à nossa candidatura. Estamos sendo cortados, estamos sendo censurados, então isso me causa estranheza”, disse.
Embora André Fraga atribua o veto à sua atuação na pauta ambiental, a decisão da federação ocorre em meio a divergências políticas. Filiado ao PV, partido que integra a base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), o vereador mantém proximidade com lideranças da oposição na Bahia. Ele foi secretário de Sustentabilidade na gestão do ex-prefeito ACM Neto (União) e é aliado do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União).
Mesmo com o veto, André Fraga afirmou que o PV continua defendendo sua candidatura e tem insistido na manutenção de seu nome para a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia.

