O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou o bloqueio de R$ 6,1 milhões em bens do ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-MG). A medida integra os desdobramentos da Operação Transparência, que apura a suspeita de influência irregular do ex-parlamentar na destinação de recursos de emendas parlamentares, mesmo após deixar a Câmara dos Deputados, em 2016.
Embora a decisão tenha sido assinada na última segunda-feira (6), o conteúdo só veio a público neste domingo (12). Eduardo Cunha não havia se manifestado até a publicação deste texto.
Na semana passada, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, também teve bens bloqueados por determinação de Flávio Dino. As investigações apontam a suspeita de que ele atuava no direcionamento de recursos de emendas parlamentares sem ocupar mandato eletivo.
Segundo a Polícia Federal, há indícios de que Cunha exercia papel relevante na definição e redistribuição dessas verbas, contando com o apoio da servidora da Câmara dos Deputados Mariângela Fialek, conhecida como Tuca.

