A Prefeitura de Salvador republicou, nesta sexta-feira (10), o edital de licitação para a reforma, restauração e modernização do Paço Municipal, no Centro Histórico. Orçada em cerca de R$ 22,7 milhões, a obra tem como objetivo recuperar o prédio após o incêndio registrado em fevereiro de 2025 e ampliar os espaços destinados à visitação e atividades culturais.
A republicação ocorreu após ajustes técnicos nas planilhas de custos e materiais. Com isso, a abertura das propostas das empresas interessadas foi remarcada para 17 de agosto de 2026.
A empresa vencedora terá prazo de um ano, a partir da assinatura da ordem de serviço, para concluir as intervenções.
A licitação será realizada pelo critério de maior desconto sobre o valor de referência da obra. O edital exige que as empresas comprovem patrimônio líquido mínimo correspondente a 10% do valor da contratação, cerca de R$ 2,26 milhões.
O projeto prevê a restauração completa do imóvel tombado, instalação de sistema de climatização e ventilação, criação de um novo acesso principal com recepção, escada de serviço e elevador para ampliar a acessibilidade.
Também está prevista a recuperação do antigo Salão das Audiências, que será transformado em um auditório com capacidade para 128 pessoas. O Salão Nobre passará a funcionar como foyer do novo espaço, enquanto um mezanino será construído para abrigar a TV Câmara e a Rádio Câmara, com estúdios, redação, salas de edição e áreas de apoio.
Sessões da Câmara
O projeto também prevê mudanças no uso do atual plenário da Câmara Municipal. O espaço deixará de sediar as sessões ordinárias dos vereadores e será destinado apenas a solenidades e eventos especiais.
As sessões legislativas serão transferidas para o prédio do antigo Cine Excelsior, na Praça da Sé. A mudança já foi confirmada pelo presidente da Câmara, vereador Carlos Muniz (PSDB), que afirmou que a Casa passará a contar com dois plenários.
Incêndio
O Paço Municipal foi atingido por um incêndio em 24 de fevereiro de 2025. Não houve feridos, mas o prédio foi interditado pela Defesa Civil de Salvador (Codesal) para a realização de perícias estruturais.
Segundo as investigações, as chamas tiveram início em um aparelho de ar-condicionado instalado no Salão Nobre. O fogo se espalhou pela manta térmica entre o teto e o forro, atingindo áreas como as Salas das Comissões, a Chefia de Gabinete e o Memorial da Câmara.
Após a interdição do edifício, as sessões ordinárias da Câmara de Salvador passaram a ser realizadas no auditório do Centro de Cultura da Câmara.

