O papa Leão XIV pediu neste sábado (4), quando os Estados Unidos celebram os 250 anos da independência, que o país acolha os imigrantes com “compaixão e generosidade”. A declaração foi feita durante uma visita à ilha de Lampedusa, na Itália, um dos principais pontos de chegada de migrantes à Europa.
Em uma carta divulgada durante a visita, o primeiro papa nascido nos Estados Unidos afirmou que proteger a vida humana também significa acolher, proteger e assistir os imigrantes. Segundo ele, as esperanças, os sacrifícios e as contribuições dessas pessoas fazem parte da história americana e recebê-las com dignidade é um reconhecimento do valor de cada ser humano.
Leão XIV iniciou a agenda no monumento “Porta para a Europa”, construído em homenagem aos milhares de migrantes que morreram ou desapareceram ao tentar atravessar o Mar Mediterrâneo. Em seguida, visitou o cemitério da ilha, onde há uma área destinada aos migrantes, incluindo o túmulo de Yusuf Ali Kanneh, um bebê de seis meses que morreu em um naufrágio em 2020.
Durante a visita, o pontífice também se encontrou com migrantes e participou de uma homenagem ao papa Francisco, que esteve em Lampedusa em 2013. Entre os presentes estava Leo, um jovem que chegou à ilha há dez anos após perder a mãe durante a travessia. Ele entregou ao papa uma carta e uma bola, com o pedido de que o objeto seja repassado a outra criança migrante.
Na sexta-feira (3), durante uma cerimônia na Filadélfia, Leão XIV já havia destacado a tradição dos Estados Unidos de acolher imigrantes e ressaltado a contribuição deles para o desenvolvimento do país.
O principal compromisso da visita a Lampedusa foi uma missa ao ar livre. Na celebração, o papa pediu que os líderes europeus adotem políticas para acolher, proteger, apoiar e integrar os migrantes, além de investir no desenvolvimento de países mais pobres para reduzir a necessidade de migração forçada. Segundo ele, essa responsabilidade deve ser compartilhada entre governos, sociedade civil e Igreja.

