A Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) avaliam nesta semana se darão continuidade às negociações para um possível acordo de colaboração premiada com o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A nova proposta apresentada pela defesa está sob análise e será avaliada quanto à relevância das informações, à existência de provas e à utilidade para o avanço das investigações. As informações são da CNN.
Segundo fontes ligadas ao caso, o novo documento foi ampliado em relação à primeira versão, que acabou rejeitada por investigadores. A proposta passou a incluir mais detalhes, como datas, nomes, documentos e informações complementares sobre supostas relações do empresário com integrantes dos Três Poderes e lideranças políticas.
Entre os nomes citados estariam representantes da alta cúpula do Congresso Nacional, ministros do governo federal, lideranças da oposição e um integrante do Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar disso, investigadores ressaltam que as informações ainda precisam ser verificadas para confirmar sua veracidade e identificar possíveis lacunas ou omissões no material entregue.
Outro ponto considerado decisivo para o andamento das negociações é a apresentação de fatos inéditos que contribuam para ampliar o que já foi apurado pelas autoridades. A expectativa é que a colaboração traga informações novas, capazes de complementar provas obtidas durante a investigação, incluindo dados extraídos de aparelhos eletrônicos apreendidos.
Além do conteúdo apresentado, a disposição do empresário em ressarcir valores também é vista como fator fundamental para um eventual acordo. Integrantes da apuração avaliam que a devolução de recursos pode ser uma exigência para o avanço das tratativas. Caso haja entendimento entre PF e PGR, Vorcaro poderá prestar novos depoimentos e apresentar documentos adicionais. Mesmo assim, qualquer acordo só terá validade após homologação do ministro André Mendonça, relator do caso no STF.

