Governo trabalha pra reverter decisão da União Europeia sobre carnes brasileiras

Conversas entre o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e representantes da União Europeia foram intensificadas com o objetivo de destravar negociação sobre a exclusão da carne brasileira da lista de produtos importados devido ao alegado uso excessivo de antimicrobianos na pecuária.

A medida da União Europeia foi oficializada nesta sexta-feira (5). Ela ameaça as exportações brasileiras de carnes. O país pode dexar de exportar U$ 2,5 bilhões ao ano em carnes por conta dela.

A decisão entra em vigor em setembro, mas o governo trabalha para tentar reverter a decisão. O Ministério da Agricultura e as empresas privadas estão em busca de soluções técnicas para que as garantias que os europeus solicitaram sejam oferecidas, como visitas técnicas presenciais aos criadouros.

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin, não há nenhum problema sanitário com a carne brasileira. Ele disse que o setor adota controles rigorosos, mas se dispõe a reforçar a fiscalização para que prejuízos nas vendas para a União Europeia sejam evitados.

“A Europa não está discutindo ou tirou o Brasil da lista porque o Brasil não está cumprindo [as exigências]. Tirou porque não tem as garantias oficiais. Agora a gente vai agregar uma camada a mais de fiscalização, porque ela é feita muito com base no autocontrole das empresas, da declaração do produtor. A Europa quer que o Ministério da Agricultura também certifique isso”, afirmou.