A mostra “Memórias de Mulheres na Bahia e no Cinema” segue com programação gratuita em Salvador até o mês de junho, reunindo obras dirigidas por mulheres baianas e promovendo debates sobre memória, território e representação feminina no audiovisual. As sessões acontecem às segundas-feiras, às 16h, no Circuito Saladearte Cinema da UFBA, no bairro do Canela.
A iniciativa apresenta filmes assinados por diretoras como Edyala Yglesias, Mônica Simões, Vilma Carla Martins, Marise Urbano, Jamile Cazumbá, Alba Liberato e Olinda Yawar Tupinambá. A curadoria e pesquisa são de Hyndra, antropóloga, cineasta e integrante do coletivo Caos – Cinema, Antropologia e Observação Social, responsável pela realização do evento.
Segundo a curadora, a mostra foi criada para ampliar a visibilidade da produção audiovisual feita por mulheres e estimular o diálogo entre diferentes gerações de realizadoras. A proposta também busca destacar narrativas ligadas a temas como gênero, sexualidade, questões étnico-raciais, classe social e a relação com a natureza.
A próxima sessão será realizada no dia 1º de junho e será dedicada à animação produzida por mulheres baianas. A programação reúne os curtas “Muçagambira”, de Alba Liberato; “Òrun Àiyé”, de Jamile Coelho e Cintia Maria; “Quintal”, de Mariana Netto; “Maré Braba”, de Pâmela Peregrino; “Jussara”, de Camila Ribeiro; e “Como Nasce um Rio”, de Luma Flôres.
Após a exibição, haverá um debate com as realizadoras Alba Liberato, Luma Flôres e Mariana Netto. A atividade é realizada em parceria com o Mirá – Núcleo de Animação da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (EBA/UFBA).
Entre os destaques da mostra está a cineasta Edyala Yglesias, considerada uma das pioneiras do cinema nacional. Diretora e roteirista desde a década de 1970, ela também participou da fundação do Coletivo de Mulheres de Cinema e Vídeo, criado em 1986. Durante o evento, foram exibidos os filmes “No Coração de Shirley” (2002), “Mão Dupla” (1988) e “O Diário do Convento” (2001), obras que têm mulheres em situação de vulnerabilidade como protagonistas.

