O médico sanitarista Gonzalo Vecina criticou, em entrevista ao Jornal da Bahia no Ar nesta segunda-feira (25), os cortes promovidos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em instituições científicas e de pesquisa do país. Segundo ele, as decisões do governo norte-americano colocam em risco uma tradição histórica de investimento público em ciência e saúde, além de fortalecer discursos considerados negacionistas.
Vecina também comentou as declarações do secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., conhecido pelas posições contrárias às vacinas. Para o sanitarista, o posicionamento do integrante do governo Trump representa um reflexo do cenário político atual no país. “Essa coisa do secretário é tão decepcionante quanto o próprio chefe dele [Trump], que está fazendo esse mundo ficar de pernas pro ar”, afirmou. Segundo ele, a atuação da atual gestão americana provoca impactos não apenas nos EUA, mas também em outras partes do mundo.
Durante a entrevista, o fundador da Anvisa destacou a importância histórica dos investimentos feitos pelos Estados Unidos em universidades e centros de pesquisa. Ele citou como exemplo o National Institutes of Health (NIH), uma das principais referências mundiais em pesquisa biomédica e científica. “Eles têm um instituto fantástico, que foi totalmente desfinanciado”, declarou. Vecina avaliou que o governo reduziu recursos e pressionou instituições acadêmicas e científicas, comprometendo o funcionamento desses espaços.
O médico sanitarista também afirmou acreditar que os efeitos da atual gestão poderão ser revertidos futuramente. “O mandato de Trump termina em dois anos. Vai embora ele, o Robert F. Kennedy Jr. e a destruição que ele fez nos institutos de pesquisa”, disse.
Confira entrevista na íntegra:

