O deputado federal Mário Frias reconheceu que a produção do filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, recebeu recursos ligados ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A declaração representa uma mudança em relação ao posicionamento anterior do parlamentar, que havia negado qualquer participação financeira do banqueiro no projeto.
Em nota divulgada nesta quinta-feira (14), Frias afirmou que a divergência nas declarações ocorreu por uma “diferença de interpretação” sobre a origem formal dos investimentos. Segundo ele, o contrato da produção não foi firmado diretamente com Vorcaro nem com o Banco Master, mas com a empresa Entre Investimentos e Participações, ligada a negócios do empresário.
A mudança de discurso ocorre após uma série de manifestações contraditórias envolvendo pessoas ligadas ao longa-metragem. Na quarta-feira (13), a produtora GOUP Entertainment havia negado publicamente qualquer repasse financeiro vindo de Daniel Vorcaro ou de empresas sob seu controle.
O senador Flávio Bolsonaro também comentou o caso e admitiu que houve busca por patrocínio privado para viabilizar a produção do filme. Posteriormente, afirmou em vídeo nas redes sociais que Vorcaro possuía contrato com o projeto, mas teria atrasado parcelas previstas para a conclusão da obra.
As declarações vieram após reportagem do Intercept Brasil apontar que Flávio Bolsonaro teria participado de negociações para um aporte milionário destinado ao filme. Segundo a publicação, documentos, mensagens e comprovantes bancários fariam parte do material obtido pela reportagem.

