A Polícia Federal informou nesta terça-feira (28) que as credenciais de trabalho do agente americano que atua na sede da PF em Brasília foram devolvidas. O funcionário do governo dos Estados Unidos teve o acesso retirado na semana passada pelo princípio da reciprocidade.
A medida foi adotada após o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos EUA informar que o governo Donald Trump ordenou que um delegado brasileiro que atuou no caso da prisão de Alexandre Ramagem (PL-RJ) deixasse os EUA. A alegação do presidente republicano foi de que o delegado da PF, Marcelo Ivo de Carvalho teria tentado “manipular” o sistema de imigração americano, “contornando pedidos formais de extradição” e “estendendo perseguições políticas ao território dos Estados Unidos”.
Baseado no princípio da reciprocidade — que estabelece que um Estado tende a tratar outro da mesma forma como é tratado por ele nas relações internacionais — o governo brasileiro determinou a saída do americano. Michael Myers trabalhava junto à Polícia Federal (PF) na troca de informações desde 2024, como parte de um acordo de cooperação entre o Brasil e os EUA. Ele deixou o país na última quarta-feira (23).
Ainda na semana passada, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, informou à GloboNews que outros dois servidores dos EUA também foram alvo de medidas do governo brasileiro. “Um teve temporariamente o acesso cortado à PF por mim. Outro teve o visto cancelado e determinado seu retorno aos Estados Unidos pelo MRE”, disse Rodrigues.

