A atualidade das composições de Gonzaguinha foi um dos principais pontos destacados pelo cantor e compositor Alexandre Leão e pelo ator Marcelo Praddo em entrevista ao Jornal da Cidade, nesta quarta-feira (8).
Ao comentar o repertório do espetáculo, Praddo afirmou que a seleção das músicas segue sendo um desafio até hoje. “Esse encontro desse repertório não foi uma coisa simples. Até hoje a gente fica assim: ‘poxa, não tem essa, né? Não tem aquela’”, disse.
Segundo ele, a obra do artista exige um equilíbrio entre diferentes dimensões. “Gonzaguinha tem uma coisa muito amorosa e social. Ele fala de amor, sendo um cara que critica o amor e que mergulha no amor. E tem aquelas letras dele que falam do país da gente.”
Para Praddo, é justamente essa dualidade que orienta a construção do espetáculo. “Então não tem como, numa homenagem, você não pegar esses dois lados dele que são muito intensos nas canções, nas letras”, completou.
Já Leão chamou atenção para a permanência das críticas sociais presentes nas músicas. “O que é triste é que essas músicas de crítica social são atuais ainda. Nossa, 50 anos depois as músicas são atuais ainda. E são necessárias”, afirmou.
As declarações antecedem a estreia do espetáculo “Coração na Boca – um musical para Gonzaguinha”, que abre a temporada 2026 do projeto Tirando o Chapéu para as Artes. O show será apresentado nos dias 10 e 11 de abril, no Palacete Tirachapéu, no Centro de Salvador.
Com direção de Andrezão Simões, a montagem reúne canções que transitam entre o amor e a crítica social, marcas centrais da trajetória de Gonzaguinha, e conta com a participação especial de Marcelo Praddo ao lado de Alexandre Leão.
Confira a entrevista na íntegra:

