Paulo Ormindo revela bastidores da criação do livro “Histórias urbanas e outros contos”

O lançamento de “Histórias urbanas e outros contos” marcou mais um passo de Paulo Ormindo de Azevedo na literatura, agora com uma obra nascida do acúmulo de crônicas, contos e observações do cotidiano. Em entrevista ao Jornal da Metropole no Ar, nesta segunda-feira (30), o arquiteto e escritor explicou que o livro surgiu de uma prática contínua de escrita, amadurecida ao longo dos anos e reorganizada com ajuda de interlocutores próximos.

“Eu sou basicamente um cronista. Eu tenho uma coluna já há uns 15 anos. E essa atividade de cronista, que realmente você fica obrigado a escrever a cada 15 dias uma determinada coisa, cria muito uma disciplina. E mais, como eu tenho um número de caracteres ilimitados, eu desenvolvi muito uma atividade de síntese do que expor”, disse.

Lançado na última quinta-feira (26), na Academia de Letras da Bahia, em Salvador, o livro reúne contos sobre o cotidiano e as relações sociais na Bahia, com humor, crítica e referências urbanas. Segundo Paulo Ormindo, a publicação também passou por um processo de curadoria temática, que deu unidade ao material já produzido e reforçou a escrita como exercício de elaboração pessoal, crítica pública e diálogo com leitores.

“A minha crônica tem aquelas crônicas que são mais do cotidiano, poéticas e tal, mas tem muita crônica de crítica à política urbana, à política estadual, à política federal, essa coisa toda. Então, ela está muito ligada também ao noticiário. Você está sempre atento ao noticiário”, concluiu.

Confira a entrevista na íntegra: