Em meio ao avanço do conflito no Oriente Médio, o governo iraniano anunciou a detenção de 466 pessoas acusadas de utilizar a internet para interferir no cenário interno do país. A informação foi divulgada nesta terça-feira (24) pela agência estatal IRNA, que atribui as prisões a ações consideradas desestabilizadoras.
De acordo com as autoridades, os suspeitos teriam atuado na disseminação de conteúdos voltados a gerar tensão social e influenciar a percepção pública em um momento sensível. O governo, no entanto, não apresentou detalhes sobre os episódios investigados nem esclareceu quando e onde ocorreram as detenções.
As prisões acontecem em um contexto de forte restrição digital. Desde o início da guerra, no fim de fevereiro, o Irã reduziu drasticamente o acesso à internet global. O bloqueio, que já se aproxima de um mês, é apontado por especialistas como um dos mais longos já registrados no país.
Com a limitação, o acesso à rede internacional ficou restrito a grupos autorizados, enquanto a maior parte da população depende de alternativas informais, muitas vezes ilegais, para se conectar. Ainda assim, serviços internos continuam operando por meio de uma rede doméstica controlada pelo próprio governo.

