O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou nesta sexta-feira (20) que o regime deve “retirar a segurança” de seus inimigos internos e externos. A declaração foi divulgada em um comunicado direcionado ao presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, em meio à escalada do conflito envolvendo o país, os Estados Unidos e Israel.
Na mensagem, Khamenei lamentou a morte do ministro da Inteligência, Esmail Khatib, morto em um ataque israelense nesta semana, e afirmou que a perda deve ser compensada com maior atuação dos órgãos de segurança do país. Segundo ele, o objetivo é intensificar ações contra adversários e reforçar a proteção da população iraniana.
O líder também prometeu vingança pelas mortes de integrantes do governo, em um momento em que o conflito chega ao 21º dia. Nos últimos dias, o Irã ampliou ataques a instalações estratégicas de energia no Oriente Médio, incluindo estruturas ligadas à produção de gás e refinarias de petróleo.
“Excelentíssimo Senhor Presidente, Dr. Pezeshkian, que sua proteção seja duradoura. (…) Por meio desta, expresso minhas condolências pela morte do ministro da Inteligência, Esmail Khatib. Sem dúvida, a ausência dele deverá ser compensada com esforços redobrados dos demais responsáveis e funcionários desse sensível ministério, garantindo que a segurança seja retirada dos inimigos internos e externos e concedida a todos os compatriotas”, afirmou o comunicado publicado nas redes sociais de Khamenei.
Mojtaba Khamenei assumiu o comando do país após a morte de seu pai, Ali Khamenei, de 86 anos, que foi morto em um ataque aéreo israelense no início da guerra, em 28 de fevereiro.
O comunicado, no entanto, não mencionou a morte do general Ali Mohammad Naini, confirmada nesta sexta-feira.

