A deputada federal Maria Gorete Pereira foi apontada pela Polícia Federal como uma das responsáveis pela articulação política de um esquema de fraudes em benefícios do INSS. A parlamentar foi alvo de uma operação realizada nesta terça-feira (17), autorizada pelo ministro André Mendonça, e passou a cumprir medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
As apurações conduzidas pela PF e pela Controladoria-Geral da União indicam a existência de um esquema que aplicava descontos indevidos em aposentadorias e pensões entre 2019 e 2024. O prejuízo estimado pode chegar a R$ 6,3 bilhões.
Segundo relatório citado na decisão judicial, há indícios de que a deputada teria atuado junto a órgãos públicos para viabilizar o esquema, além de receber recursos por meio de terceiros e empresas fictícias. A investigação também aponta pagamentos recorrentes de propina, incluindo repasses ao ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, preso no ano passado. De acordo com a polícia, cerca de R$ 4 milhões teriam sido transferidos a ele entre abril de 2024 e janeiro de 2025, a partir de contas ligadas à advogada Cecília Rodrigues Mota.
Na mesma operação, foram presos preventivamente o empresário Natjo de Lima Pinheiro e a própria Cecília Mota, ambos apontados como participantes do esquema. A defesa do empresário afirmou que considera a prisão desnecessária e desproporcional.

