A mastologista do Mater Dei Elisana Caires afirmou, em entrevista ao Metropole Saúde desta quarta-feira (12), que as chances de cura de um câncer de mama é de 98%, quando este é detectado ainda em estágio inicial, sem necessidade de fazer quimioterapia. Esta condição, por muito tempo, foi a doença mais estudada da medicina, passou para segundo lugar durante a ascensão do covid-19, mas está em processo de retorno ao posto.
“Qualquer alteração [nos exames de mamografia] deve ser avaliada pelo especialista. Temos que avaliar as característica das lesões, a evolução, um comparativo com outros exames. O paciente nunca deve engavetar esses exames, pois cinco meses, seis meses, um ano, interferem muito no tratamento, nas chances de cura dessa mulher… Se a gente encontra num estágio muito inicial, que a gente não precisa fazer nem quimioterapia, a chance de sobrevida é mais de 98%”, disse a especialista.
Elisana citou que os profissionais só paupam quando o nódulo chega a ter mais de um centímetro, por isso a necessidade de utilizar do rastreamento, para achá-lo antes de chegar a isso. Ela chamou atenção para o autoexame. “No autoexame é um pouco falho, porque a paciente não tem tanta experiência em detectar no início… Mesmo a mama estando normal, mesmo sem sentir nada, você deve fazer os exames de rastreamento”, completou.
Veja a entrevista na íntegra:

