Os três depoimentos que estavam previstos para esta segunda-feira (2), na CPMI do INSS, foram cancelados. Na sessão, iriam depor a ex-secretária de Antônio Carlos Camilo Antunes — conhecido como Careca do INSS — Aline Barbara Mota de Sá Cabral e o advogado Cecílio Galvão.
A ex-secretária foi convocada para explicar a dinâmica das empresas do Careca do INSS, investigado por articular associações e sindicatos com servidores do poder público no esquema que realizou descontos de aposentadorias sem autorização para repassar aos fraudadores. Ela entrou com pedido de Habeas Corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), que foi sorteado para a ministra Cármen Lúcia. A presidência do colegiado quer votar agora a condução coercitiva de Aline, já que, mesmo sem a definição da corte, ela escolheu não comparecer.
Galvão foi convocado para esclarecer supostos contratos milionários com associações investigadas nos desvios dos aposentados, conforme o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI.
O depoimento do presidente do Dataprev (Empresa de Processamento de Dados da Previdência Social), Rodrigo Ortiz D’Avila Assumpção, também era esperado para a sessão desta segunda, mas ele alegou que não poderia comparecer por estar em viagem. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), diz haver indícios de falhas na Dataprev, que “podem ter favorecido fraudes”.
Segundo a Polícia Federal, a estimativa é que foram desviados de aposentados e pensionistas pelo menos R$ 6,3 bilhões no período de 2019 a 2024.

