Dados recentes do Banco Central mostram que uma grande parcela da população brasileira ainda mantém dinheiro parado em instituições financeiras. Ao todo, 49,6 milhões de pessoas físicas e mais de 5 milhões de empresas têm valores disponíveis para saque, que somam R$ 10,27 bilhões.
A maior parte desse montante pertence a cidadãos comuns: R$ 7,97 bilhões estão vinculados a CPFs, enquanto R$ 2,29 bilhões correspondem a CNPJs. As informações englobam registros atualizados até dezembro de 2025.
Desde o lançamento do serviço de consulta, o BC já devolveu R$ 13,35 bilhões a clientes que não sabiam ter recursos guardados em bancos, consórcios e outras instituições. Mesmo com o encerramento formal do prazo de solicitação em 2024, o Ministério da Fazenda reforça que o resgate continua permitido, sem limite de data.
A busca pelos valores deve ser feita exclusivamente pela plataforma do Banco Central, que aceita consultas em nome de pessoas físicas, empresas e também de titulares falecidos. Para receber o dinheiro, é necessário informar uma chave Pix associada ao CPF ou CNPJ ou, na ausência dela, negociar diretamente com a instituição financeira responsável.
No caso de falecidos, apenas herdeiros, inventariantes ou representantes legais podem realizar o pedido, seguindo as orientações específicas de cada banco para liberação dos recursos.

