Benito Antonio Martínez Ocasio, conhecido mundialmente como Bad Bunny, nasceu em Vega Baja, Porto Rico, e construiu uma trajetória incomum até se tornar um dos artistas mais influentes do mundo. Filho de um caminhoneiro e de uma professora de inglês, cresceu em um contexto humilde e começou a produzir suas próprias músicas ainda na adolescência, transformando o quarto de casa em estúdio improvisado.
Antes da fama, Benito estudava comunicação audiovisual e trabalhava como empacotador em um supermercado, período em que passou a publicar músicas no SoundCloud. Em 2016, chamou atenção da cena musical com faixas independentes e desde então iniciou uma ascensão rápida.
Bad Bunny consolidou a carreira sem abrir mão do espanhol como idioma central das suas músicas. Em 2025, ele conquistou o título de artista mais escutado do mundo pela quarta vez no Spotify, rompendo a lógica histórica de adaptação ao inglês para alcançar o mercado mundial.
Fenômeno global
No Grammy 2026, “Debi Tirar Más Fotos” foi o primeiro disco inteiramente gravado em espanhol a vencer a categoria de álbum do ano na premiação. Em discurso, o artista destacou a humanidade dos imigrantes e criticou o discurso de ódio, reforçando sua atuação para além do entretenimento.
Durante o Super Bowl, no domingo (8), Bad Bunny recebeu holofotes do mundo todo, sendo o primeiro artista de língua espanhola a se apresentar sozinho no torneio, em uma performance repleta de referências da cultura latino-americana. O porto-riquenho assumiu a marca de show de intervalo mais assistido da NBC com 135 milhões de visualizações.
O show virou alvo de críticas do presidente Donald Trump, que afirmou ter sido “uma afronta à grandeza da América”. Bad Bunny encerrou a apresentação com a frase: “God bless America” (Deus abençoe a América)” e listou todos os países que fazem parte do continente, em um ato de resistência em meio a política anti-imigração dos Estados Unidos.

