Uma juíza federal dos Estados Unidos negou, neste domingo (1º), um pedido do governo de Donald Trump para investigar possíveis votos confundidos na eleição para o Senado pelo Alasca. A ação buscava impedir a certificação do resultado caso cédulas destinadas a um candidato homônimo pudessem interferir na disputa.
O senador republicano Dan Sullivan, aliado de Trump, concorre à reeleição contra a democrata Mary Peltola, ex-deputada federal. A votação está prevista para terça-feira (3), em meio à disputa pelo controle do Senado americano.
A iniciativa do governo foi motivada pela presença de outro candidato chamado Dan J. Sullivan na cédula. O professor aposentado, que realizou uma campanha discreta, poderia receber votos de eleitores que pretendiam escolher o atual senador, segundo a argumentação apresentada na ação.
O estado do Alasca se opôs ao pedido, alegando que identificar a intenção dos eleitores poderia comprometer o sigilo das cédulas. A solicitação foi apresentada quando a votação antecipada já estava em andamento.
Na decisão, a juíza Sharon Gleason, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos, considerou inviável a proposta, sobretudo porque milhares de pessoas já haviam votado. A magistrada também apontou que o governo não apresentou um método concreto para separar os votos destinados aos dois candidatos sem violar o segredo do voto.

