Mais de 15 mil denúncias foram feitas à Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE) durante o segundo turno das Eleições 2026, realizado no domingo (25), devido à falta de ônibus gratuitos circulando nas ruas. As reclamações apontaram ausência ou quantidade insuficiente de veículos, o que dificultou o deslocamento até os locais de votação.
Após os relatos, a Defensoria realizou a verificação das irregularidades e fiscalizou garagens de empresas de transporte, com apoio da Polícia Federal (PF) e da Polícia Militar (PM). O órgão também acionou os responsáveis para cobrar medidas emergenciais e acompanhou a situação na Rodoviária de Salvador e no Ferry-Boat.
As ações integram o Grupo de Trabalho Eleições 2026, desenvolvido pela DPE em parceria com a Defensoria Pública da União (DPU). Antes da eleição, as duas instituições enviaram ofícios a todos os municípios baianos reforçando a obrigatoriedade de oferecer transporte público gratuito em quantidade equivalente à disponibilizada em dias úteis, a partir da determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
As duas defensorias também pediram ao STF a prorrogação do horário de votação, para que eleitores prejudicados pelas falhas no transporte tivessem mais tempo de chegar às seções eleitorais.
Em nota, a DPE reafirmou que o direito ao voto deve ser garantido a todos os cidadãos e informou que seguirá acompanhando os desdobramentos e adotará as medidas cabíveis para buscar a responsabilização dos envolvidos.

