O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou que o Google Brasil apresente, em 24 horas, informações preliminares sobre supostas falhas de ferramentas de inteligência artificial da empresa envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A ação foi apresentada pela Coligação Brasil Pronto pra Mais, formada por partidos da base de apoio a Lula, após identificar respostas do Gemini e do Google Modo IA que teriam atribuído ao presidente declarações que ele não fez, inclusive sobre crime organizado e terrorismo.
Segundo a coligação, as ferramentas teriam apresentado falas inventadas entre aspas em respostas a perguntas neutras de usuários. A representação aponta possíveis violações às regras de transparência e neutralidade aplicáveis às plataformas digitais durante o período eleitoral.
Ao analisar o pedido, Nunes Marques considerou que a coligação não apresentou todos os documentos necessários para comprovar as alegações iniciais. Por isso, determinou que os responsáveis pela ação anexem as provas faltantes em até 24 horas.
O ministro também ordenou a notificação do Google Brasil para que a empresa preste esclarecimentos preliminares sobre os fatos no mesmo prazo. A determinação não representa, por si só, uma conclusão da Justiça Eleitoral sobre a ocorrência das supostas irregularidades.

