Ginasta baiana de 11 anos irá representar o Brasil no Campeonato Sul-Americano

A ginasta baiana, Bruna Siqueira, de apenas 11 anos, foi selecionada pela terceira vez consecutiva para representar o Brasil no Campeonato Sul-Americano de Ginástica Rítmica, neste novembro, na Colômbia. Em entrevista ao Metropole Mais desta terça-feira (6), ela conta, junto com sua treinadora, Eliana Dantas, como ingressou no esporte. 

Única baiana entre as brasileiras da competição, Bruna conta que começou na ginástica aos 3 anos, e foi se profissionalizando a medida que foi crescendo: “Minha mãe tinha o sonho de ser bailarina, então quando eu nasci ela me colocou no GR (ginástica rítmica)”, explicou. 

Sua treinadora, Eliana, teve um percurso um pouco mais diferente: “Eu tinha o sonho de ser atleta, mas minha família não tinha dinheiro. Então eu ia para as lan houses e assistia vídeos no YouTube. Comecei a me treinar, inventava os nomes dos movimentos”, contou. Ela complementa ainda que começou a dar aula aos 12 anos para alunos de 15 a 18 anos, e voluntariava numa escola quando surgiu o sonho de se tornar treinadora.

As duas moram no subúrbio de Salvador, no Centro de Treinamento Talent. Hoje, crianças podem ingressar no time tanto por meio de projetos sociais, como pela escola privada do centro. Ao todo, 400 crianças são atendidas. 

Bruna é beneficiária do Bolsa Atleta e está a procura de patrocínio pelo programa do estado Faz Atleta. Sobre a iniciação no mundo das competições, o olhar da treinadora é afiado: “Tem crianças que têm muito talento, mas não têm muita vontade de treinar. Outras têm pouca aptidão, mas têm muita garra e vontade de aprender. É assim que se identifica um atleta”. 

Bruna treina de segunda à sexta, das 14h às 19h. Apesar do ritmo de treino intenso, Eliana defende que a motivação precisa partir do aluno: “As crianças precisam querer, não pode ser obrigado. Se é o seu sonho, eu tô com você até o momento que você disser que não quer mais, mesmo se for pra ficar em último lugar”. Esse sentimento é reconhecido pela ginasta: “Pra mim minha treinadora representa coragem, garra e vontade de ajudar as pessoas”, disse Bruna. 

Na semana de competição, as atletas treinam menos por conta da possibilidade de lesão. O maior tipo de lesão, de acordo com Eliana, vem dos saltos: “Evitamos fazer esse tipo de treino próximo das competições”. Pelo menos dois dias antes dos campeonatos, as ginastas descansam. 

Confira a entrevista na íntegra: