Mesmo preso preventivamente e com o registro de candidatura indeferido pela Justiça Eleitoral, o deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (Avante), recebeu 23.469 votos na disputa pela reeleição para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), realizada neste domingo (4).
A votação, porém, aparece no sistema eleitoral como anulada sub judice. Na prática, a validade dos votos ainda depende do desfecho do processo que discute o registro da candidatura.
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia indeferiu o registro da candidatura de Binho Galinha em setembro e manteve a decisão após analisar recurso apresentado pela defesa. Mesmo com o registro barrado, ele permaneceu na disputa enquanto o processo seguia em análise na Justiça Eleitoral.
A decisão ocorreu após pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE), que apontou suposta ligação do parlamentar com uma organização criminosa. A ação citou processos criminais e sustentou que Binho ocuparia posição de liderança no grupo.
Prisão e condenação
Binho Galinha está preso preventivamente desde outubro de 2025, em um desdobramento da Operação El Patrón, que investiga a atuação de uma organização criminosa e crimes como lavagem de dinheiro, jogo do bicho e agiotagem.
Em julho deste ano, o deputado também foi condenado a mais de 36 anos de prisão por crimes relacionados ao Estatuto do Desarmamento, segundo informações divulgadas pelo Ministério Público Federal.
Destino dos votos
A situação dos 23.469 votos depende da decisão definitiva sobre o registro da candidatura. Caso o indeferimento seja revertido, a votação poderá ser validada. Se a decisão for mantida, os votos permanecerão anulados, conforme as regras eleitorais aplicáveis ao caso.
A defesa de Binho Galinha contesta as acusações e recorreu da decisão que barrou o registro. Os advogados também questionam a utilização das investigações e a validade de parte das provas apresentadas no processo eleitoral.

