O prefeito de Salvador, Bruno Reis, afirmou nesta quarta-feira (23), em entrevista à Rádio Metropole, acreditar que a eleição para o governo da Bahia será decidida em primeiro turno, diferentemente da disputa presidencial. Na avaliação dele, o cenário atual é diferente do registrado em 2022, quando, segundo Bruno, houve uma “falsa expectativa de vitória” de ACM Neto.
Bruno afirmou que, na eleição passada, ACM Neto apresentava um nível de aprovação maior, enquanto Jerônimo ainda não tinha índices de aprovação que, na avaliação do prefeito, limitassem seu crescimento. Segundo ele, o candidato petista também foi beneficiado pelo voto de eleitores que apoiavam Lula e buscavam retirar Jair Bolsonaro (PL) da presidência. “Quem ia votar em Lula acabou dando este voto de confiança em Jerônimo, que era um adversário que não podia criticá-lo. Não tínhamos como”, disse.
Para Bruno, o cenário de 2026 tem um adversário definido e associado aos problemas que, segundo ele, se acumularam ao longo de 20 anos de governos do PT. Ele citou áreas como segurança pública, assistência social, saúde, educação, geração de emprego e renda e afirmou que a Bahia estaria entre as últimas posições ou teria piorado nos últimos anos. “O maior programa social é crescimento econômico, geração de emprego e renda. Eles não têm essa visão. A visão deles é assistência. A pessoa ficar dependendo do poder público, não ter autonomia”, afirmou.
Peso de Lula na Bahia
Questionado sobre o peso de Lula na Bahia e a distância reduzida apontada por pesquisas entre Neto e Jerônimo, Bruno criticou o foco da disputa no vínculo com o presidente. “Veja que mediocridade a Bahia chegou. Há sete anos discutindo quem é do time de Lula? Meu irmão, qual é a proposta de Jerônimo? Quem cuida da vida do baiano é o governador, o presidente cuida do país”, declarou.
Bruno também afirmou que ACM Neto está preparado para governar e citou a experiência dele como prefeito de Salvador. Ao comentar as dificuldades da disputa contra um governo que, segundo ele, conta com apoio de cerca de 80% dos prefeitos e com a máquina do governo federal, criticou a gestão de Jerônimo. Para Bruno, o governador “não performou”, não é bem avaliado e não apresenta resultados. Ele também citou problemas na regulação e afirmou que o governo deveria ter feito parcerias.
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