O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, retirou a Venezuela da lista de países que, segundo Washington, falharam no combate ao narcotráfico. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (16), em relatório anual assinado pelo presidente americano. O documento também cobra medidas do Brasil contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), enquanto mantém a Colômbia na classificação.
Na única menção ao Brasil no relatório, o governo americano afirma que o país não conseguiu enfrentar as duas facções, que Washington classifica como organizações terroristas estrangeiras. O texto acusa os grupos de transformar o território brasileiro em um centro internacional de distribuição de cocaína.
“Essas organizações terroristas brasileiras são uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo, e o governo brasileiro precisa urgentemente tomar medidas enérgicas para enfrentá-las e derrotá-las antes que se espalhem e cresçam”, afirma o documento.
Apesar da cobrança, o Brasil não aparece entre os 23 países apontados pelos Estados Unidos como locais de maior trânsito ou produção de drogas ilícitas. Também não integra a lista específica de países que, segundo o governo americano, falharam no combate ao narcotráfico.
A retirada da Venezuela da classificação ocorre pela primeira vez desde 2005. No relatório, Trump atribui a mudança à prisão e destituição de Nicolás Maduro, que chama de ex-ditador ilegítimo e narcotraficante, e afirma que a cooperação com o governo interino de Delcy Rodríguez já apresenta resultados. O país, no entanto, continua entre os 23 considerados de maior trânsito ou produção de drogas.
A Colômbia, por sua vez, permanece na lista de países que não demonstraram avanços suficientes no enfrentamento ao narcotráfico, ao lado de Afeganistão, Bolívia e Mianmar. O documento, porém, elogia o novo governo colombiano, liderado por Abelardo de la Espriella, e afirma que poderá reconsiderar a classificação caso o país apresente avanços no próximo ano.

