É impossível separar a geração do avanço tecnológico; afirma gerente de carreiras do IEL

O gerente de carreiras do Instituto Euvaldo Lodi na Bahia (IEL), Afonso Monteiro, abordou a inserção da nova geração, a geração Z, no mercado de trabalho e as transformações tecnológicas que contribuíram para esse processo. Em entrevista ao Metropole Mais desta quarta-feira (9), o especialista afirmou que “é impossível separar uma geração do avanço tecnológico. Olhamos para uma geração dentro desse avanço”, defendeu.

Afonso afirmou que é possível observar uma geração passada e identificar valores que ainda são relevantes atualmente. Segundo ele, uma série de mudanças foi responsável por moldar os indivíduos, enquanto pessoas mais velhas tendem a ser mais saudosistas. Ele, porém, discorda dessa visão: “Todas as gerações têm pontos positivos ou que precisam ser melhorados”, disse.

O gerente apontou ainda uma “incompatibilidade” entre o que os recrutadores procuram e o perfil dos candidatos às vagas de trabalho. “A ideia é que as empresas acompanhem essa evolução, mas, na prática, a posição delas é bastante saudosista. Eles esperam encontrar no novo colaborador um perfil antigo”, contou.

Além disso, o gerente avalia que empresas de grande porte conseguem equilibrar melhor tradição e inovação, enquanto instituições médias e pequenas enfrentam mais dificuldades. “É um desafio maior. Elas esperam do mercado profissionais que abracem esse propósito, mas sem muitas perspectivas colocadas à mesa”, afirmou.

Para Afonso, a nova geração busca conhecer melhor o que uma carreira pode oferecer, enquanto profissionais de gerações anteriores foram acostumados a permanecer na mesma empresa desde o estágio até a aposentadoria.

Confira a entrevista na íntegra: