Nepal recusa ajuda estrangeira após enchentes que deixaram mais de 500 mortos

O governo do Nepal recusou a ajuda de equipes estrangeiras nas operações de busca e resgate após as enchentes repentinas que devastaram parte do país e deixaram pelo menos 579 mortos.

O desastre atingiu cidades e comunidades na quarta-feira (26), principalmente no distrito de Rasuwa, próximo à fronteira com a China. As inundações também destruíram áreas urbanas, danificaram usinas hidrelétricas e deixaram mais de 1.300 pessoas desaparecidas.

Diversos países solicitaram autorização para enviar equipes de busca e resgate, entre eles Índia, China, Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Coreia do Sul, Sri Lanka e Bangladesh. O governo nepalês, no entanto, afirmou que suas próprias forças de segurança estão conduzindo as operações.

O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul informou que continua negociando com as autoridades nepalesas e prometeu US$ 1 milhão em ajuda humanitária por meio de organizações internacionais. Nove sul-coreanos que trabalhavam em uma usina hidrelétrica seguem desaparecidos, enquanto outros dez ficaram isolados.

A recusa do Nepal ocorre em meio à preocupação com a localização da área mais atingida. O distrito de Rasuwa faz fronteira com o Tibete, região considerada estratégica e sensível para a China, embora o governo nepalês negue que a decisão esteja relacionada à questão territorial.

As enchentes são consideradas uma das maiores tragédias recentes do país. As buscas continuam enquanto autoridades tentam localizar sobreviventes e desaparecidos, inclusive cidadãos estrangeiros, em meio aos danos provocados pelas inundações.