Árbitro barrado da Copa do Mundo pelos EUA apita final de Supercopa da Uefa

O árbitro da Somália, Omar Artan, que teve entrada negada nos Estados Unidos e ficou fora da Copa do Mundo 2026, foi escolhido para apitar a final da Supercopa da Uefa, entre Paris Saint Germain e Aston Villa, que acontecerá nesta quarta-feira (12). Ele será o primeiro profissional não europeu a apitar uma decisão do torneio.

“Acredito que, se eu consegui, qualquer um consegue. Você pode fazer o que quiser. Nunca pare de sonhar. Se você quer ser árbitro, é a melhor coisa que você pode fazer. Então, vá atrás disso e faça acontecer, e não pare, independentemente do que aconteça e independentemente das pessoas que tentem impedi-lo de fazer seu trabalho”, disse o árbitro, em entrevista ao site oficial da Uefa.

O profissional havia sido escalado entre os 52 árbitros da Copa do Mundo e iria se tornar o primeiro somali a apitar na competição, mas foi impedido de entrar no país norte-americano, sem justifiativa da recusa por parte das autoridades, de acordo com o próprio árbitro. Segundo a imigração do país, ele foi “considerado inadmissível devido a preocupações com a verificação de antecedentes e teve sua entrada negada”.

“Foi um período muito difícil. Muitas pessoas têm compaixão por mim, porque quando alguém trabalha muitos anos e deveria fazer algo, e de repente não consegue, é muito desafiador. Agradeço muito o apoio que recebi em todo o mundo, sou muito grato”, afirmou Omar.

A final da Supercopa da Uefa é decidida entre o vencedor do principal torneio de clubes da Europa, a Liga dos Campeões, vencida pelo PSG e o segundo principal torneio, a Europa League, vencida pelo Aston Villa.