O Teatro Vila Velha completa 62 anos nesta sexta-feira (31) em meio aos preparativos para a reabertura. Fechado desde 2023 para obras de modernização, o espaço deve voltar a receber o público em agosto, após quase três anos de intervenções.
A reforma buscou preservar as principais características do teatro, inaugurado em 1964, ao mesmo tempo em que atualizou a estrutura para atender às exigências atuais de acessibilidade, segurança e tecnologia. A sala principal, conhecida pelo palco em formato de arena, foi mantida e continua podendo ser adaptada para diferentes montagens.
Além do palco principal, a obra incluiu melhorias em espaços tradicionais, como o Café Cabaré dos Novos, a sala de ensaio Mário Gusmão, a área de oficinas e o Centro de Pesquisa e Memória do Teatro Vila Velha, que reúne um acervo com mais de um milhão de documentos, entre fotografias, textos, figurinos e outros registros.
A modernização também contemplou novos elevadores, camarins e banheiros acessíveis, renovação das instalações elétricas, implantação de uma subestação de energia e atualização dos sistemas de climatização, iluminação, acústica e prevenção a incêndios. A bilheteria passou a funcionar no térreo para facilitar o acesso do público.
As obras foram elaboradas pela Fundação Mário Leal Ferreira com participação do arquiteto Carl Von Hauenschild, responsável pelo projeto original do teatro, além dos arquitetos Nivaldo Andrade e Alexandre Prisco.
Referência da cena cultural baiana, o Teatro Vila Velha já recebeu montagens marcantes como Ó Paí, Ó, Cabaré da Rrrrraça, Um Tal de Dom Quixote, Por que Hécuba e A Tempestade. A expectativa é que o espaço volte a funcionar nas próximas semanas, encerrando um período de quase três anos fechado para reforma.

