Trump considera ataque maciço ao Irã e afirma que Teerã ainda não sentiu dor suficiente

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (23) que avalia de forma séria a retomada de grandes operações de combate contra o Irã. Em entrevista ao site Axios, o líder americano sinalizou que a nova ofensiva militar poderá ter uma proporção superior à da Operação Epic Fury.

“Eles ainda não sentiram dor suficiente. Estou considerando um ataque maciço. Maior do que qualquer outro antes. Estou perto de tomar uma decisão. Está tudo pronto”, afirmou o presidente.

De acordo com Trump, Israel estaria pronto para integrar as ações “em dois minutos” caso haja solicitação, embora tenha ressaltado que as forças americanas não necessitam de suporte externo. O mandatário também apontou que uma eventual participação israelense poderia desencadear retaliações por parte de Teerã. Apesar de declarar que o governo iraniano demonstra interesse em negociar, o republicano pontuou que o país ainda não aceita firmar um acordo.

O posicionamento ocorre em um momento de acirramento do conflito e de perdas para as forças americanas. Na quarta-feira (22), Trump esteve presente na cerimônia de repatriação dos restos mortais de soldados mortos no Oriente Médio. Até o momento, o confronto já gerou um custo financeiro superior a US$ 37,5 bilhões aos cofres dos EUA, além de contabilizar 18 militares americanos mortos e mais de 450 feridos.

A retórica contra o regime iraniano já havia sido intensificada na segunda-feira (20), quando o presidente afirmou que o país persa pagará “muitas vezes mais” por cada combatente dos EUA vitimado. O alerta segue-se aos episódios mais letais para as tropas americanas desde o último fim de semana, período em que dois ataques distintos resultaram em três mortes e no desaparecimento de um militar.

A nova fase da crise militar entre as duas nações perdura por duas semanas, marcada pelo término do cessar-fogo estabelecido em abril. Anteriormente, em 28 de fevereiro, os EUA e Israel haviam deflagrado a campanha Epic Fury, focada no desmantelamento do programa nuclear, na neutralização da marinha e na destruição de mísseis iranianos. O agravamento das tensões no Oriente Médio já reflete na economia global, impulsionando a cotação do barril de petróleo para patamares acima de US$ 100.