O Ministério da Saúde emitiu, nesta quarta-feira (22/7), um alerta direcionado a estados e municípios sobre o risco de ampliação na transmissão de arboviroses em razão do fenômeno climático El Niño. De acordo com estimativas elaboradas pelo InfoDengue/Fiocruz, o país poderá registrar até 1,7 milhão de ocorrências de dengue no ano de 2027.
O aumento das temperaturas, as chuvas intensas e os períodos de seca rigorosa decorrentes do fenômeno favorecem o acúmulo e o armazenamento inadequado de água, cenário ideal para a reprodução de vetores como mosquitos e carrapatos.
Recomendações e papel da população
Com o intuito de conter a alta expressiva nas transmissões, o órgão federal orienta que os governos estaduais e municipais reforcem os sistemas de vigilância e apliquem as tecnologias de controle de vetores aprovadas pela pasta.
A atuação dos cidadãos também é apontada como fator decisivo na prevenção. Além da busca por atendimento médico imediato diante do surgimento dos sintomas de doenças como dengue, zika e chikungunya, cabe à população eliminar possíveis focos de água parada em suas residências.
O quadro clínico da dengue inclui sintomas como dor de cabeça forte e persistente, dores musculares e nas articulações, dor atrás dos olhos, perda de apetite e de paladar, náuseas, vômitos, cansaço, mal-estar e manchas vermelhas pela pele.
Monitoramento e projeções
Em nota oficial, o Ministério da Saúde ressaltou a natureza preventiva dos dados apresentados. “As projeções apresentadas são estimativas epidemiológicas construídas a partir de cenários climáticos e, por isso, estão sujeitas a atualizações e ajustes conforme novas informações forem incorporadas aos modelos. O Ministério da Saúde seguirá monitorando a situação e poderá emitir novos alertas sempre que necessário”, informou o comunicado.

