Em busca de melhores condições de trabalho, os professores da rede privada da Bahia mantém a possibilidade de greve e reforçam a mobilização por melhores salários e pagamento do trabalho fora da sala de aula. O cenário foi apresentado pelo presidente do Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro Bahia), Allysson Mustafa, em entrevista ao Jornal da Bahia no Ar com Casemiro Neto desta quarta-feira (22).
“Ainda pode ter greve. Nós já fizemos algumas assembleias. A última assembleia da semana passada definiu pela não deflagração da greve, compreendendo que a categoria ainda precisava de um processo ali de maior mobilização”, disse.
Segundo Mustafa, mais de 3 mil docentes participaram de três assembleias realizadas neste ano. A principal cobrança é pela regulamentação do trabalho extraclasse, que inclui planejamento, correção de provas, relatórios e uso de plataformas. O tema também foi abordado em matéria de edição recente do Jornal Metropole, que mostrou como essas tarefas ocupam noites, fins de semana e até o recesso.
“O professor trabalha literalmente de graça para as escolas, porque ele recebe apenas pelo trabalho feito em sala de aula”, declarou. O sindicato propõe o pagamento inicial de quatro horas mensais a partir de 2027, mas afirma que o setor patronal rejeitou a medida.
Mustafa também criticou o piso de R$ 12 por hora-aula e disse que a proposta de reajuste de 4,11% elevaria o valor para R$ 12,49. “Obviamente, não resolve a vida de ninguém”, afirmou. Após solicitar mediação, o Sinpro participará de uma reunião com o sindicato patronal no Ministério Público do Trabalho, marcada para quarta-feira (29).
Confira a entrevista na íntegra:

