“O rádio não vai ser esquecido”, diz Dina Rachid sobre Museu do Rádio Itinerante

O Museu do Rádio Itinerante, idealizado pela radialista Dina Rachid, foi aprovado pelo Ministério da Cultura para captação de recursos por meio da Lei Rouanet e percorrerá Salvador, Feira de Santana, Ilhéus, Vitória da Conquista e Juazeiro. Em entrevista ao Jornal da Cidade, Dina afirmou que o projeto nasceu do desejo de retribuir ao rádio tudo o que o veículo representou em sua trajetória. “Eu fiquei pensando o que eu posso fazer para retribuir ao rádio tudo que ele fez por mim. E aí surgiu o museu”, disse.

Instalado em um ônibus adaptado, o museu oferecerá uma experiência imersiva com radionovelas, músicas, coberturas jornalísticas e outros conteúdos que marcaram a história da radiodifusão brasileira. Para a comunicadora, o rádio continuará relevante mesmo com o avanço das novas tecnologias. “Já tem rádios que só trabalham com voz de IA. Não pode, não arrepia, não emociona. O rádio não vai ser esquecido”, afirmou.

Durante a entrevista, Dina também destacou a dificuldade de preservar a memória da radiodifusão baiana por causa da falta de arquivos históricos. “Nós não temos acervo. O acervo do rádio da Bahia está muito ruim. A Rádio Sociedade não tem muito acervo, a Excelsior não tem muito acervo, os locutores antigos não guardavam nada”, lamentou.

Apesar do cenário, ela disse acreditar que ainda é possível recuperar parte dessa história. “Minha esperança é que pessoas que ainda guardam esse material possam contribuir para preservar a memória do rádio baiano”, afirmou, citando o radialista Perfilino como um dos profissionais que ainda possui um importante acervo.