Pessoa morre após tiroteio com agentes do ICE nos EUA

Uma pessoa morreu após um confronto com disparos envolvendo agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) na manhã desta segunda-feira (13), na cidade de Biddeford, no estado do Maine. A informação foi confirmada pelo presidente da Câmara dos Deputados do estado, Ryan Fecteau.

Em nota, Fecteau informou que o caso está sendo investigado pelas autoridades estaduais e que o FBI também deverá participar das apurações. Segundo ele, agentes do ICE estavam envolvidos na ocorrência, mas, até o momento, não foram divulgadas informações sobre a identidade da vítima ou as circunstâncias do tiroteio.

A emissora CNN Internacional também informou que integrantes do ICE participaram da ação. O órgão responsável pela imigração ainda não se pronunciou oficialmente sobre o episódio.

Caso seja confirmado que a morte ocorreu durante uma operação da agência, este será o segundo registro de uma pessoa morta por disparos de agentes do ICE durante o período da Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. Na semana passada, um cidadão mexicano morreu durante uma abordagem no estado do Texas.

Nos últimos meses, outras ocorrências envolvendo agentes de imigração também terminaram em mortes. No início deste ano, a poeta Renee Nicole Good, de 37 anos, foi baleada enquanto passava de carro por uma área onde acontecia uma operação do ICE, em Minneapolis. Pouco tempo depois, na mesma cidade, o enfermeiro Alex Pretti, também de 37 anos, morreu após ser atingido durante uma patrulha realizada em um protesto contra a política migratória do governo de Donald Trump.

O homem morto no Texas foi identificado como Lorenzo Salgado Araujo. Segundo o ICE, ele estava em situação migratória irregular, tentou fugir durante uma fiscalização e teria avançado com o veículo contra um agente, que reagiu atirando em legítima defesa. Já Ronaldo Salgado, filho da vítima, afirmou à emissora Telemundo Houston que o pai apenas buscava trabalhadores para contratar quando foi atingido.

Nos últimos meses, versões apresentadas inicialmente por autoridades americanas em operações semelhantes passaram a ser contestadas por imagens de câmeras de segurança e outras provas. Um dos casos ocorreu em outubro, em Chicago, quando Marimar Martinez foi acusada de tentar atropelar agentes e acabou baleada cinco vezes. Posteriormente, as acusações foram retiradas após gravações indicarem que a colisão poderia ter sido provocada pelos próprios agentes.