A defesa do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos-MG) afirmou em nota divulgada neste domingo (12) que o ex-parlamentar “desconhece qualquer irregularidade” na tramitação das emendas parlamentares questionadas em investigação da PF (Polícia Federal).
Cunha teve R$ 6,15 milhões bloqueados por decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino por suspeita de desvio de emendas parlamentares. Segundo o comunicado, os advogados buscarão impugnar o bloqueio decretado, além de ressaltarem que a decisão não imputa “recebimento de qualquer vantagem” pelo ex-parlamentar.
O valor corresponde ao montante total das emendas que, segundo a PF, teriam sido indicadas por Cunha, que não exerce nenhum mandato desde 2016, a municípios de Minas Gerais. A defesa afirma que o ex-deputado não “apresentou, subscreveu ou formalizou” nenhuma das emendas citadas, que foram “oficialmente apresentadas e indicadas por parlamentares, bancadas ou órgãos legitimados”.

