A Polícia Federal (PF) investiga se aliados do deputado Sóstenes Cavalcante (PL) forjaram a escritura pública de compra e venda de um imóvel na tentativa de justificar origem de dinheiro em espécie apreendido. A operação de investigação é deflagrada nesta quarta-feira (1), autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino.
Dino afirmou que a investigação indica que uma parcela de R$ 15 milhões movimentados por empresas podem estar ligados a recursos públicos relacionados a Sóstenes. Em pronunciamento dado à GloboNews, o deputado afirmou não ter tomado conhecimento da decisão, e que assim que souber, irá se manifestar.
No final de 2025, Sóstenes, que é líder do PL na Câmara, esteve na mira de mandados de busca e apreensão numa operação que investigou suspeitas de desvios de cotas parlamentares. Foram encontrados, dentro de sacolas em um flat usado pelo deputado, R$ 470 mil em dinheiro vivo. Ele afirmou que o valor tinha origem de uma venda de um imóvel, em Minas Gerais.
Segundo apuração da Polícia Federal, o imóvel em questão só foi transferido oficialmente cerca de um mês após a apreensão do dinheiro. o relatório incluído na decisão do STF autorizou a operação da PF desta quarta-feira (1), contém essa informação.

