Antonio Nery destaca arquitetura única da Igrejinha do Rio Vermelho e defende sua restauração

A restauração da Igrejinha do Rio Vermelho, em Salvador, é defendida pelo psiquiatra Antonio Nery Filho como uma forma de preservar um patrimônio centenário de uma arquitetura considerada única na capital e transformá-lo em um espaço permanente de arte, cultura e memória. A avaliação foi feita durante entrevista ao Jornal da Metropole no Ar, nesta segunda-feira (29).

“Aquela igreja foi construída no começo do século XX. É final do século XIX, começo do século XX, se eu não estou enganado. Isso significa que ela já é uma igrejinha bastante antiga. Ela tem uma estrutura que os arquitetos, sobretudo Ernesto Carvalho, que fez o projeto de restauração, diz que ela é a única em Salvador com aquele modelo originalíssimo das igrejas de Salvador”, disse.

Ao relembrar a trajetória do imóvel, Nery destacou que a antiga Igreja de Sant’Ana já funcionou como templo religioso, escola, centro social e escola de datilografia antes de ser desativada. Segundo ele, após assumir a gestão do espaço pela associação, encontrou o interior tomado por lixo, mas decidiu interromper as atividades por questões de segurança. O objetivo agora é recuperar fisicamente o edifício para transformá-lo em um centro permanente de arte, cultura e preservação da história do Rio Vermelho.

“Nós queremos transformar ali num espaço de arte e cultura. [..] Trazer gente para expor nas paredes da nave, fazer um pequeno museu do Rio Vermelho, estimular a ida dali até a fundação Casa de Jorge Amado. Nós podíamos ter ali um pequeno posto de informação turística, uma biblioteca que eu chamo de biblioteca troca-troca”, apontou.

Para o psiquiatra, a restauração, estimada em cerca de R$ 1 milhão, representa um investimento de longo prazo. Ele defende que o espaço possa receber exposições, pequenos concertos, apresentações de novos artistas e atividades voltadas à valorização da memória local. “Aquela casa vai durar mais 100 anos se ela for restaurada. Minha ideia é que todo jovem artista tenha um espaço para apresentar o seu trabalho”, disse. Nery concluiu afirmando que preservar a igrejinha significa garantir às próximas gerações um patrimônio histórico vivo, integrado à cultura e à identidade do Rio Vermelho.

Confira a entrevista na íntegra: