Meia do Paraguai é expulso após cobrir a boca e estreia aplicação da Lei Vinicius Junior na Copa

O meia paraguaio Miguel Almirón entrou para a história da Copa do Mundo na madrugada deste sábado (20) ao se tornar o primeiro jogador expulso com base na nova regra da Fifa que proíbe atletas de cobrirem a boca durante conversas em campo. O lance ocorreu aos 47 minutos do primeiro tempo da partida contra a Turquia, quando o jogador falou com o lateral turco Mert Müldür durante uma cobrança de falta.

Após recomendação do árbitro de vídeo (VAR), o árbitro salvadorenho Iván Barton aplicou o cartão vermelho direto ao camisa 10, deixando a seleção paraguaia com um jogador a menos. A medida faz parte da nova diretriz da Fifa, popularmente chamada de “Lei Vinicius Junior”, que prevê expulsão para atletas que escondam a boca ao se comunicar em situações passíveis de investigação por discriminação, além de manter punições para atos racistas ou preconceituosos.

A alteração foi aprovada em abril deste ano pela International Football Association Board (Ifab), órgão responsável pelas regras do futebol. A mudança ganhou força após episódios de racismo envolvendo o atacante Vinicius Junior, especialmente um desentendimento com o argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, durante os playoffs da Liga dos Campeões. Na ocasião, o jogador cobriu a boca enquanto discutia com o brasileiro e, posteriormente, foi suspenso pela Uefa por seis partidas por conduta discriminatória.

Antes da adoção da regra, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, já havia defendido punições mais rígidas. “Se um jogador cobre a boca e diz algo que tenha conotação racista, então ele tem que ser expulso, obviamente. Deve-se presumir que ele disse algo que não deveria ter dito. Caso contrário, ele não precisaria cobrir a boca ao dizer algo”, afirmou o dirigente, ao reforçar o compromisso da entidade no combate ao racismo no futebol.