Alcolumbre e Hugo Motta negam irregularidades em investigações sobre Daniel Vorcaro e Banco Master

Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), negaram nesta terça-feira (16) qualquer irregularidade relacionada às investigações e reportagens que citam seus nomes no caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

Alcolumbre reagiu a uma reportagem publicada pela revista Veja na última semana. Segundo a publicação, Vorcaro teria transferido US$ 30 milhões para uma conta no exterior que teria como destinatário o senador, em uma suposta contrapartida por favorecimento a interesses do banco.

Em pronunciamento no plenário do Senado, o parlamentar negou as acusações. “Eu repudio, com toda a firmeza e indignação, o conteúdo desta matéria. Jamais recebi aqueles valores ou quaisquer outros, no Brasil ou no exterior, por qualquer motivo que seja”, afirmou.

Motta cita confiança nas investigações

Já o presidente da Câmara teve o nome mencionado em relatório da Polícia Federal elaborado no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master.

De acordo com os investigadores, documentos encontrados em e-mails de Vorcaro indicariam o pagamento de diárias em um hotel de luxo em Lisboa durante uma viagem realizada por Hugo Motta em junho de 2024.

Ao comentar o caso, o deputado afirmou estar tranquilo diante das investigações e disse confiar no trabalho das autoridades responsáveis pela apuração.

O caso Banco Master envolve suspeitas de fraudes financeiras que teriam sido comandadas por Daniel Vorcaro, fundador da instituição. As investigações são conduzidas pela Polícia Federal por meio da Operação Compliance Zero.

As apurações levaram à liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central, medida aplicada a instituições financeiras que perdem condições de manter suas operações.

Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março de 2026, após ser alvo da terceira fase da operação. O ex-banqueiro também teve rejeitadas tentativas de firmar acordo de delação premiada no curso das investigações.