Uma operação realizada em conjunto por forças de segurança dos Estados Unidos e da Venezuela terminou com a morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero”, apontado como principal líder da facção criminosa Tren de Aragua. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (12) pelos governos dos dois países.
O anúncio foi feito inicialmente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que a ação foi conduzida pelo Comando Sul americano. Posteriormente, autoridades venezuelanas confirmaram a participação no operativo, realizado no estado de Bolívar, no sudeste do país.
Segundo o governo venezuelano, Guerrero foi morto durante confrontos com integrantes de grupos criminosos. Caracas informou ainda que a operação contou com troca de informações de inteligência e apoio tecnológico entre os dois países.
Grupo foi classificado como organização terrorista
Washington havia classificado o Tren de Aragua como organização terrorista em 2025. Ao comentar a operação, Trump afirmou que a ofensiva foi realizada em estreita cooperação com as autoridades venezuelanas e classificou a facção como uma das mais violentas do mundo.
Nos últimos meses, o governo americano intensificou ações contra estruturas ligadas ao grupo, que também é acusado pelos EUA de participar de rotas de tráfico de drogas na região do Caribe.
Quem era Niño Guerrero
Considerado um dos criminosos mais procurados da Venezuela, “Niño Guerrero” era alvo de acusações nos Estados Unidos por associação criminosa, tráfico de drogas, tráfico de armas e extorsão. O Departamento de Estado americano oferecia uma recompensa de US$ 5 milhões por informações que levassem à sua captura.
Foragido desde 2023, ele era apontado como responsável pela expansão do Tren de Aragua para outros países da América Latina. A organização, surgida na prisão de Tocorón em 2014, é investigada por crimes como homicídios, tráfico de pessoas, extorsão, exploração sexual, garimpo ilegal e narcotráfico.
Apesar de o governo venezuelano ter anunciado, em 2023, o desmantelamento da facção após uma intervenção na prisão onde o grupo surgiu, Guerrero permaneceu foragido até a operação desta semana.

