Um processo administrativo disciplinar (PAD) foi aberto por unanimidade pelo plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o desembargador Magid Nauef Láuar, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), nesta terça-feira (9). Magid é investigado pela absolvição do acusado por estuprar uma menina de 12 anos.
Desde o fim de fevereiro, o desembargador está afastado das funções por decisão do CNJ. O órgão iniciou a investigação do desembargador após repercussão da decisão de absolver um homem de 35 anos que foi acusado pelo crime de estúpro de vulnerável. As investigações foram ampliadas para abranger suspeitas de crimes sexuais cometidos no período em que Láuar foi juiz das cidades de Ouro Preto e Betim.
Segundo o corregedor-nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, sete vítimas que depuseram ao CNJ relataram comportamentos inadequados ao longo da carreira do desembargador. Dentre eles, investidas contra funcionárias de sua casa, estagiárias e servidoras, algumas menores de idade à época do crime.
“Ao analisar as vítimas, constatou-se que muitas delas se encontravam em situação de vulnerabilidade, possuindo tenra idade ou atuando como estagiárias, servidoras com vínculo precário, ou em situação de dependência ou subordinação em relação ao requerido […] Em quase todos os casos o requerido forçava situações de contato físico solicitando abraços das vítimas quando se encontrava a sós em sua companhia”, destacou Campbell, em seu voto.

