Organização Mundial da Saúde (OMS) e autoridades sanitárias internacionais emitiram um alerta sobre o avanço do ebola na África Central. O temor é que o atual surto alcance proporções semelhantes às da epidemia que devastou a África Ocidental entre 2014 e 2016.
De acordo com os dados mais recentes, a região já registra 471 casos confirmados e 84 mortes. A República Democrática do Congo concentra a maior parte das ocorrências, com 452 infecções e 82 óbitos desde que declarou a epidemia, em maio deste ano.
O cenário se agravou após Uganda confirmar novos casos da doença na área de fronteira com o Congo. A disseminação para outros territórios elevou o nível de preocupação das autoridades de saúde e intensificou os esforços de monitoramento na região.
O surto atual é provocado pela variante Bundibugyo, uma cepa rara do vírus para a qual ainda não existem vacinas ou tratamentos específicos aprovados. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas.
Para conter o avanço da doença, a OMS e o CDC África lançaram um plano emergencial voltado ao fortalecimento da vigilância epidemiológica, ampliação dos testes laboratoriais e adoção de medidas de prevenção. A mobilização busca evitar que a crise sanitária repita os impactos da maior epidemia de ebola já registrada, responsável por mais de 11 mil mortes há pouco mais de uma década.

