O ex-governador da Bahia e pré-candidato ao Senado, Rui Costa, respondeu nesta sexta-feira (29), durante o mutirão de serviços no Centro Social Urbano (CSU) de Pernambués, a críticas feitas pelo ex-prefeito de Salvador e pré-candidato a governador, ACM Neto, sobre indicadores de violência no estado. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Metropole, após Neto citar um levantamento que aponta a Bahia como o segundo estado mais violento do país e atribuir a situação à gestão do governador Jerônimo Rodrigues.
Em resposta, Rui Costa contestou a avaliação e afirmou que o debate sobre segurança pública precisa considerar também políticas de educação e gestão municipal. Ele criticou a atuação do ex-prefeito à frente da capital baiana e afirmou que promessas feitas durante sua gestão não teriam sido cumpridas.
“Ele prometeu que iria dobrar o contingente da Guarda Municipal e resolver a segurança pública com a Guarda. Eu pergunto: quantos guardas ele contratou em oito anos? Nenhum”, disse. “Ele não tem a mínima condição de falar sobre segurança pública porque não deu a contribuição dele”, completou.
O ex-governador também afirmou que a análise de dados de violência no país pode ser afetada por diferenças metodológicas entre os estados, citando a classificação de mortes a investigar. Segundo ele, em algumas unidades da federação, esse tipo de registro pode distorcer comparações estatísticas.
Rui Costa ainda destacou que, apesar das divergências sobre indicadores, a violência no Brasil é um problema estrutural. “O número é absurdo no Brasil e em qualquer estado”, afirmou.

