Guilherme Boulos (PSOL), ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência do Brasil afirmou, em entrevista à Rádio Metropole nesta sexta-feira (29), que os motoristas de aplicativo enfrentam condições precárias de trabalho e criticou o percentual retido pelas plataformas de transporte. Ao comentar a situação da categoria, ele classificou como “agiotagem” as taxas cobradas sobre as corridas.
“O motorista de aplicativo fica atrás do volante oito, dez horas por dia. Quando a empresa fica com 30% ou 40% do valor da corrida, isso é agiotagem. Esse trabalhador precisa ter garantias. Tentamos aprovar um projeto de lei, mas houve um lobby violento no Congresso”, afirmou.
Durante a entrevista, Boulos também destacou o programa Move Brasil, lançado pelo governo federal há cerca de dez dias. A iniciativa oferece condições especiais de financiamento para taxistas e motoristas de aplicativo adquirirem veículos novos, incluindo modelos flex, híbridos e elétricos de até R$ 150 mil.
Segundo o parlamentar, o programa busca facilitar a renovação da frota da categoria. “Para quem é motorista de aplicativo, a ideia é permitir que ele renove sua frota. Há juros menores para mulheres e seis meses de carência para começar a pagar. Nesse modelo, muitas vezes o motorista paga menos do que gastaria com aluguel do veículo”, disse. O programa tem duração de 120 dias e pode ser acessado por meio de instituições financeiras credenciadas pelo BNDES.

